- Em 2025, os bancos concederam mais de 9 mil milhões de euros em crédito ao consumo para financiar despesas e compras das famílias, com mais empréstimos de maior valor.
- Número médio de contratos de crédito ao consumo foi de 142.924 por mês, totalizando cerca de 761 milhões de euros mensais; comparando com 2024 houve +4% em contratos e +11% no montante.
- Crédito pessoal cresceu 12,7% e crédito automóvel 12,2% em termos de montante, tornando-se os segmentos mais relevantes do crédito ao consumo (pessoas: 44,8% e automóvel: 39,4% do total).
- Duração média dos contratos aumentou para 4,9 anos no crédito pessoal e 7,4 anos no crédito automóvel; o montante médio por contrato foi de 7.100 euros (pessoal) e 15.800 euros (automóvel).
- Taxa média de esforço (TAEG) recuou para 12,6% no final de 2025, mas os níveis de incumprimento aumentaram ligeiramente, com 1,2% em montante e 4,7% em número de contratos, principalmente nos créditos renováveis e, em menor medida, no automóvel.
Em 2025, o crédito ao consumo em Portugal acelerou, impulsionado por juros mais baixos e maior facilidade de acesso. Bancos e instituições financeiras concederam mais empréstimos para consumo e automóveis, elevando o volume total de financiamento das famílias.
Segundo o Relatório de Acompanhamento dos Mercados de Crédito do Banco de Portugal, foram fechados, em média, 142 924 contratos de crédito ao consumo por mês, traduzindo-se em cerca de 761 milhões de euros mensais. Comparando com 2024, o número de contratos subiu 4%, enquanto o montante avançou 11%.
Crédito pessoal e automóvel ganham peso
O crédito pessoal teve o crescimento mais expressivo, com aumentos de 12,7% face a 2024. O crédito para compra de automóvel subiu 12,2%, refletindo a procura por veículos num contexto de preços elevados.
O peso relativo destes dois segmentos no total de crédito ao consumo manteve-se em ascensão. O crédito pessoal passou a representar 44,8% do total, face a 44,1% em 2024, e o crédito automóvel chegou a 39,4% do total, acima dos 38,9% anteriores.
Condições e prazos
O crédito renovável perdeu peso relativo, ainda que tenha registado um aumento de 2,5% no montante concedido. A duração média dos contratos de crédito pessoal subiu para 4,9 anos, enquanto a média do crédito automóvel manteve-se em 7,4 anos.
O valor médio por contrato também se manteve elevado: 7 100 euros no crédito pessoal e 15 800 euros no automóvel, mais 500 euros face a 2024.
Custos e riscos
A queda das taxas de juro, refletida na TAEG média de 12,6% no final de 2025, contribuiu para tornar o crédito ligeiramente mais barato. Apesar do crescimento, o Banco de Portugal aponta níveis de incumprimento ainda relativamente controlados, mas com agravamento recente.
O rácio de incumprimento em montante situou-se em 1,2%, e o de contratos em 4,7%. O aumento foi mais evidente no crédito renovável e, em menor grau, no crédito automóvel, que permanecem mais vulneráveis.
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