- Os Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina2026 vão registar o regresso de atletas da Rússia e da Bielorrússia, com símbolos nacionais, nas respetivas participações.
- Seis atletas russos e quatro bielorrussos, autorizados pelo Comité Paralímpico Internacional, vão competir entre sexta-feira e quinze de março, sem necessidade de símbolos neutros.
- A cerimónia de abertura, em Verona, contará com as bandeiras dos dois países e deverá ser alvo de críticas, com a Ucrânia a anunciar boicote.
- Países como Ucrânia, República Checa, Finlândia, Polónia, Estónia e Letónia manifestaram descontentamento; Itália ofereceu apoio e o comissário Glenn Micallef não marcou presença.
- O presidente do Comité Paralímpico Internacional, Andrew Parsons, defendeu que os representantes russo e bielorrussos devem ser tratados como atletas de qualquer outra nação, pedindo para a cerimónia não ser politizada.
Os Parímpicos de Inverno Milão-Cortina2026 vão registar o regresso de atletas russos e Bielorrúss com símbolos nacionais nas suas respetivas bandeiras, no que promete dominar a cerimónia de abertura. A contenda envolve seis atletas russos e quatro da Bielorrússia que receberam vagas do Comité Paralímpico Internacional (IPC).
A cerimónia de abertura está marcada para sexta-feira, em Verona, Itália. Pela primeira vez desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, com apoio da Bielorrússia, as bandeiras de Rússia e Bielorrússia deverão subir ao pavilhão, o que terá como consequência um boicote ucraniano.
Os representantes de cada país vão competir entre 17 de fevereiro e 15 de março, com o IPC a confirmar que os atletas poderão participar com símbolos nacionais. A decisão despoja-los de símbolos neutros que tinham sido usados anteriormente.
Reacções e contorno político
A Ucrânia manifestou indignação após o anúncio do IPC, seguido pela adesão de países como República Checa, Finlândia, Polónia, Estónia e Letónia ao boicote. A Itália mostrou apoio aos ucranianos, pedindo ao IPC que reconsiderasse a decisão.
O comissário europeu para a Justiça Intergeracional, Juventude, Cultura e Desporto, Glenn Micallef, não esteve presente na cerimónia de Verona, refletindo a posição de alguns governos. O IPC justificou a decisão como resultado de um processo democrático iniciado em setembro do ano anterior.
O presidente do IPC, Andrew Parsons, afirmou que os atletas russos e Bielorrussos devem ser tratados como quaisquer outros paralímpicos, e pediu que a cerimónia de abertura não seja politizada. Resta saber como a comissão gerirá as tensões entre participantes e público.
Perspetivas para o evento
Com a participação permitida, o IPC pretende manter o foco desportivo no conjunto de provas paralímpicas. O prisma político continuará presente, mas a organização ressalta que o objetivo é a competição de alto nível entre atletas de diversas Nações.
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