- Nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, as refeições são parte essencial da experiência, com mais de 10.000 almoços, jantares e pequenos-almoços preparados diariamente nas aldeias e instalações.
- Na Aldeia Olímpica de Milão, as cozinhas servem cerca de 3.000 ovos e aproximadamente 450 quilos de massa por dia, com opções para veganos, celíacos e diversas tradições religiosas.
- Os refeitórios operam 24 horas, oferecendo refeições equilibradas para combater o jet lag, suportar treinos e adaptar-se a várias dietas e origens.
- Especialistas destacam que, para atletas de inverno, os hidratos de carbono são o nutriente principal, com ênfase na alimentação italiana (massa e pizza) para energia, mantendo equilíbrio com proteínas.
- O principal objetivo nutricional é manter horários regulares, cinco porções diárias de fruta/legumes e uma alimentação agradável, respeitando necessidades individuais e contexto de competição.
Nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, a alimentação assume um papel central para os atletas de alto rendimento. Nas aldeias e instalações, são preparadas milhares de refeições diárias, visando sustentar treinos intensos e recuperação. Em Milão, por exemplo, as cozinhas da Aldeia Olímpica servem milhares de ovos e centenas de quilos de massa todos os dias.
A nutrição é vista como energia e inclusão. O Ministério italiano das Infraestruturas e dos Transportes sublinha que há opções para veganos, celíacos e várias tradições religiosas, com refeitórios abertos 24 horas. A ideia é que quem chega de outros continentes tenha acesso a refeições familiares sem comprometer a preparação.
O que é servido aos atletas
As refeições visam equilibrar energia e desempenho, com foco em proteínas para alguns desportos e opções mais leves para outros. O objetivo é facilitar a adaptação ao jet lag, mantendo a consistência na alimentação ao longo do dia, independentemente do fuso horário.
Nutricionistas alertam para a importância de manter intervalos regulares de alimentação e ter prazer na refeição, sem abandonar princípios básicos. A ideia é evitar falhas que prejudiquem o desempenho durante fases de maior intensidade.
Especificidades por modalidade
Entre esqui nórdico, patinagem artística e biatlo, as exigências variam. Especialistas indicam que o treino de modalidades mais técnicas pode superar a própria competição em termos de volume, com viagens frequentes durante a época.
O clima, que se tem tornado menos extremo, também influencia as escolhas alimentares, assim como o risco de vírus respiratórios durante a época de compete.
O papel dos hidratos de carbono
Ao contrário da corrente comum, os hidratos de carbono continuam a ser considerados centrais para o desempenho. A proteína é importante, mas não deve sobrepor-se aos carboidratos, que ajudam a manter a energia disponível para o esforço.
As cozinhas dos Jogos destacam massas, pizzas, enchidos locais e queijos, acompanhados de fruta e sobremesas, para oferecer um sabor típico de Itália sem comprometer a nutrição.
Equilíbrio que não é moda
Especialistas reforçam a ideia de um equilíbrio diário simples: cinco porções de fruta ou legumes, refeições regulares e, de vez em quando, um petit mimo. Pequenas falhas nos fundamentos podem ter impactos maiores para atletas de alto rendimento.
A nutrição, segundo os profissionais, não é apenas combustível. Deve incorporar prazer, satisfação e respeito pelo corpo, reconhecendo as preferências individuais e as diferenças culturais no planeamento alimentar.
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