- Cerca de 500 manifestantes participaram, segundo a contabilidade dos organizadores e de fonte da PSP, numa ação de apoio aos direitos das pessoas trans no Porto.
- O grupo saiu da Praça da Batalha e percorreu, de forma compacta, as ruas de Santa Catarina, Formosa e Fernandes Tomás, até ao Campo 24 de Agosto.
- O Campo 24 de Agosto fica a poucos metros do prédio onde, em 2006, Gisberta Salce Júnior foi assassinada por um grupo de jovens.
- Antes de terminar, os participantes passaram pela porta da residencial onde Gisberta morou, segundo o manifesto lido durante a iniciativa.
- O manifesto, lido pelos dinamizadores, afirmou que “há várias Gisbertas” ao longo dos anos e pediu que nenhuma agressão passe sem resposta; os dinamizadores não revelaram a identidade.
Cerca de 500 manifestantes saíram este domingo da Praça da Batalha, no Porto, em protesto a favor dos direitos das pessoas trans em Portugal. O grupo percorreu, de forma compacta, as ruas de Santa Catarina, Formosa e Fernandes Tomás, em direção ao Campo 24 de Agosto.
A marcha contou com participantes identificados pela organização e por fontes da Polícia de Segurança Pública. O objetivo foi denunciar agressões e discriminação contra pessoas trans, segundo o manifesto lido pelos organizadores.
A chegada ocorreu junto ao Campo 24 de Agosto, a poucos metros do antigo prédio já em reconstrução para habitação de classe alta. O local é significativo pela história de Gisberta Salce Júnior, transexual brasileira assassinada ali em 2006, aos 45 anos.
O manifesto, lido pelos dinamizadores, sublinhou que o caso de Gisberta não foi isolado e reforçou a necessidade de resposta firme a cada agressão. Os organizadores não revelaram identidades, referindo ser uma iniciativa de cidadãos que defendem direitos igualitários.
Contexto sobre Gisberta
A referência ao homicídio de Gisberta Salce Júnior, ocorrido há quase duas décadas, é apresentada como forma de memória e alerta. A organização afirma que existem casos semelhantes anualmente, sem detalhar números.
A ação pretende manter a atenção pública sobre violência contra pessoas trans e promover uma sociedade mais inclusiva e sem exclusões. A organização afirma atuar de forma conjunta para esse objetivo.
A PSP acompanhou a iniciativa para assegurar a segurança dos participantes e evitar incidentes. Não foram reportados confrontos nem interrupções significativas do percurso.
Os organizadores reiteraram que a ação não representa uma intervenção partidária ou institucional, mas um movimento cívico de diálogo sobre direitos humanos. A data e o local foram escolhidos pela presença simbólica de Gisberta na memória coletiva da cidade.
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