- O último marceneiro do centro histórico de Castelo Branco tem ordem de despejo para este mês.
- Um movimento com milhares de assinaturas está a defender a oficina.
- A oficina fica no nº 20 da Rua do Relógio, no bairro do Castelo.
- O espaço encerra um património que vai além de cadeiras de baloiço, molduras e cabeceiras de camas.
- Em breve, a oficina pode tornar-se apenas memória no centro histórico.
No centro histórico de Castelo Branco, a oficina do Batista, situada no número 20 da Rua do Relógio, enfrenta uma ordem de despejo para este mês. O espaço, que serve desde há décadas de referência na área, pode deixar de existir dentro de muito pouco tempo.
Um movimento de defesa ganhou força com milhares de assinaturas. A iniciativa visa impedir ou adiar o despejo e manter aberto o espaço de trabalho do marceneiro. A ação junta residentes, artesãos e apoiantes da preservação patrimonial.
O que está em causa não é apenas um barrote ou uma cadeira antiga. A oficina representa parte da memória e da atividade artesanal do centro histórico, ligada a gerações de moradores e à identidade do bairro.
A mobilização aponta para um contexto de especulação imobiliária como motor da mudança no tecido urbano. Os organizadores destacam o impacto cultural e económico de perder uma oficina de referência no coração da cidade.
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