- Um sueco, Henrik Brandão Jönsson, investiga a saudade em várias comunidades emigrantes, em especial nos Estados Unidos, Cabo Verde, Açores e Madeira.
- O objetivo é desvendar o que os emigrantes sentem longe das terras que os viram nascer.
- A jornada de cartografia emocional começou após ele ouvir a canção Sodade, de Cesária Évora, numa loja do Rossio, em Lisboa, na década de noventa.
- Nessa altura, ficou a perceber que a palavra saudade é difícil de traduzir e carrega muito conteúdo emocional.
- Desde então, o autor mantém a curiosidade sobre o significado da palavra e o que ela representa para quem está longe de casa.
Um autor sueco leva a saudade a campo, numa investigação que cruza culturas. Henrik Brandão Jönsson mapeará o sentimento entre emigrantes, viajando pelos EUA, Cabo Verde, Açores e Madeira. O objetivo é entender o que a saudade significa fora de Portugal.
O projeto concentra-se nas vivências de comunidades que partem do país de nascimento para destinos distantes. O foco é captar relatos sobre sentir-se longe, manter laços e construir identidades no exterior.
As viagens abrangem quatro regiões distintas, com contextos históricos diversos, para revelar como a saudade se transforma conforme o território e a experiência migratória.
A origem da curiosidade
Na memória do autor, a primeira aproximação ocorreu numa loja de discos no Rossio, em Lisboa, nos anos 1990, quando Souza a música Sodade de Cesária Évora o atingiu. A palavra desafiou a tradução e a contenção de significado começou a intrigar.
Desde então, Brandão Jönsson manteve a curiosidade viva, buscando entender o conteúdo emocional que a palavra carrega. A experiência musical serviu como ponto de partida para uma investigação mais ampla.
O objetivo do trabalho é apresentar uma leitura fiel do sentimento de saudade, sem julgamentos, oferecendo voz às experiências de emigrantes e aos laços que permanecem intactos mesmo longe de casa.
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