- Picasso e a Bíblia é o tema de uma exposição numa catedral gótica, em que o sagrado é apresentado como memória do corpo antes de reflexão ou arte, em exibição até 29 de junho.
- O objetivo é mostrar, segundo a curadoria, como o sagrado pode anteceder a contemplação artística na obra do artista espanhol.
- O texto destaca Carles Casagemas, amigo próximo de Picasso, com quem o pintor e poeta percorreu Espanha, frequentou bordéis e reuniu-se em círculos políticos.
- Com Casagemas, Picasso viajou para Paris em 1900, aos 19 anos, marcando uma viragem importante na sua carreira.
Numa catedral gótica, uma exposição reúne obras de Picasso explorando a relação entre o sagrado, a memória do corpo e a matéria artística. Até 29 de Junho, o público pode ver peças que revelam essa inquietação.
O conjunto propõe uma leitura em que o sagrado surge, antes, como memória corporal e apenas depois como tema de reflexão. A curadoria busca evidenciar a passagem do corpo ao conceito, sem perder a força visual.
Carles Casagemas, amigo próximo de Picasso, acompanhou o pintor em viagens pela Espanha, frequentou bordéis e envolvimentos políticos, e partilhou um estúdio em Barcelona. Este vínculo anual contribuiu para o percurso artístico de Málaga.
Entre os momentos da juventude de Picasso, o texto recorda a viagem a Paris em 1900, quando o artista tinha apenas 19 anos, acompanhado por Casagemas. A narrativa enfatiza as influências humanas que moldaram a obra inicial.
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