- Violação registada no Queimódromo de Matosinhos envolve uma mulher de 22 anos e um homem de 25, na madrugada de sexta-feira, 8.
- A vítima apresentou queixa, mas a investigação foi arquivada por desistência da queixa, segundo a Polícia Judiciária.
- O caso insere-se no fenómeno de violência de género que a Queima das Fitas procura combater, com a Federação Académica do Porto a referir tolerância zero a assédio, abuso e violência.
- Este ano houve investimento recorde em segurança: 35% do orçamento da Queima das Fitas, com cerca de 200 estudantes voluntários e mais de 500 operacionais, registando cerca de duas dezenas de ocorrências diárias no espaço Abrigo(te).
- O Ponto Lilás, criado para apoio durante a Queima, não atua desde 2022; o Abrigo(te) reúne profissionais para prevenir comportamentos de risco e encaminhar situações para apoio.
Uma jovem de 22 anos apresentou uma queixa de violação contra um homem de 25 anos na madrugada de sexta-feira, 8, no Queimódromo de Matosinhos. O caso, já referido na edição deste ano, foi arquivado pela PJ por desistência da queixa.
O episódio ocorre num universo marcado por denúncias de violência de género na Queima das Fitas. A organização do evento afirma tolerância zero a assédio, abuso, violência de género e discriminação, destacando a prioridade para a segurança e a prevenção de comportamentos de risco.
A investigação foi concluída sem induzir novas acusações, mantendo-se o quadro de prevenção em análise. O objetivo é reduzir dinâmicas de risco em espaços com grande concentração de jovens durante o festival.
Contexto de Segurança
A Queima tem contado com um investimento recorde em segurança, segundo a Federação Académica do Porto. Este ano, cerca de 35% do orçamento foi destinado a operações de proteção, com mais de 500 profissionais entre PSP, proteção civil, segurança privada e bombeiros.
O Abrigo(te) reuniu dezenas de profissionais especializados em prevenção de comportamentos de risco. Até ao momento, registaram-se cerca de duas dezenas de ocorrências diárias, associadas sobretudo ao consumo excessivo de álcool.
Mais de 200 estudantes voluntários de áreas como psicologia, medicina e enfermagem apoiaram a equipa de intervenção ao longo do evento, que reúne, em média, 35 mil participantes por noite.
Cristiana Vale Pires defende que a prevenção começa pela definição de canais de comunicação eficaz para identificar e encaminhar rapidamente situações de violência. A formação de staff também é apontada como crucial para detetar dinâmicas suspeitas e encaminhar as pessoas para apoio.
Francisco Porto Fernandes sublinha que o combate à violência requer uma mudança de atitudes na sociedade, além de ações organizacionais. A organização do evento enfatiza que a segurança depende tanto de estruturas como da conduta individual.
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