- A linha da frente da guerra na Ucrânia manteve-se quase imóvel em junho, apontando para uma perda de ímpeto das forças russas, segundo análise do Institute for the Study of War (ISW) citada pela AFP.
- Em junho houve ganho líquido russo de 30 quilómetros quadrados, concentrado na região nordeste de Kharkiv, majoritariamente devido a reclassificações de incursões anteriores como avanços.
- As forças ucranianas conquistaram 11 quilómetros quadrados na região meridional de Zaporizhzhia e 18 quilómetros quadrados na região central de Dnipropetrovsk; o alcance dos contra-ataques ucranianos nessas áreas permanece incerto.
- Os resultados dessas operações em curso devem refletir-se nos dados nas próximas semanas, conforme alertou a Equipa de Inteligência Geoespacial do ISW.
- Em 2026, as forças russas avançaram em média 15 quilómetros quadrados por mês, comparando com 405 quilómetros quadrados por mês em 2025; Moscovo controla pouco mais de 19% da Ucrânia, incluindo Crimeia e partes do Donbass.
A linha da frente na Ucrânia manteve-se praticamente imóvel em junho, segundo análise do Institute for the Study of War (ISW) divulgada à AFP. O relatório aponta uma perda de ímpeto das forças russas e reforça a ideia de uma estagnação há semanas.
O ISW registou um ganho líquido russo de 30 km², concentrado na região nordeste de Kharkiv. Contudo, o estudo explica que estes avanços devem-se em grande parte à reclassificação de incursões anteriores como avanços, à medida que surgiam mais provas.
Ao nível ucraniano, foram registados 11 km² de avanço na região sul de Zaporizhzhia e 18 km² na região central de Dnipropetrovsk. A Equipa de Inteligência Geoespacial do ISW sublinha que a extensão e o alcance dos contra-ataques ucranianos nestas zonas não estão totalmente claros.
A análise lembra ainda que, em abril e maio, a Rússia perdeu cerca de 403 km². O ritmo de avanço russo abrandou desde o fim de 2025, travado pela eficácia crescente dos ataques com drones ucranianos. Abril ficou marcado como o primeiro mês em dois anos e meio com ceder de território superior ao ganho.
Em 2026, as forças russas avançaram, em média, 15 km² por mês, face a 405 km² por mês em 2025. As estimativas excluem avanços reivindicados pela Rússia que o ISW não confirmou nem desmentiu.
O ISW trabalha com o Critical Threats Project, ligado ao American Enterprise Institute, ambos grupos de análise de conflitos dos EUA. Moscovo controla pouco mais de 19% do território ucraniano, incluindo a Crimeia e partes da região do Donbass que já estavam sob controlo antes da invasão de 2022.
A maioria dos avanços russos ocorreu nas primeiras semanas do conflito. O conflito já provocou centenas de milhares de mortos e milhões de deslocados, tornando-se no mais mortífero da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Estudos de organizações de reflexão norte-americanas indicam que as perdas militares russas superam as do lado ucraniano em termos agregados, embora os números variem conforme as fontes e os critérios de contabilização.
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