O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos que atingiram a Venezuela a 24 de junho subiu para 84, com 63 desaparecidos. Entre as vítimas, 72 tinham também nacionalidade venezuelana, incluindo 15 crianças e 69 adultos. O balanço é do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
O total de mortes no país relacionadas com o sismo subiu para 2295, segundo o balanço oficial venezuelano, que regista ainda 12.400 feridos. A presidente interina, Delcy Rodríguez, decretou sete dias de luto nacional. Portugal também estabeleceu um dia de luto pela perda de compatriotas.
A ajuda portuguesa
Para apoiar a Venezuela, já se encontram socorristas portugueses no terreno. Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, disse que dois aviões da Força Aérea Portuguesa estão prontos para partir com ajuda na terça-feira, podendo, no regresso, trazer pessoas.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, informou que os dois aviões irão transportar seis toneladas de medicamentos, 15 toneladas de material de higiene e de conforto, bem como duas ambulâncias equipadas. A operação visa uma resposta de curto a médio prazo.
Os sismos ocorreram com magnitudes de 7,2 e 7,5, a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, seguidos por centenas de réplicas, segundo o Serviço Geológico dos EUA. As autoridades venezuelanas continuam a Monitorizar a situação e a coordenar os socorros.
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