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Leitão Amaro reforça adoção de penas para perda da nacionalidade

António Leitão Amaro sustenta que a nova lei da nacionalidade é suficiente; a perda de nacionalidade por crimes graves é vista como passível de aplicação restrita

O ministro da Presidência manifestou concordância em relação às alterações propostas pelo PSD e CDS
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  • O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, disse que Portugal pode continuar sem criar a pena acessória de perda da nacionalidade, já que a lei da nacionalidade foi alterada recentemente com efeitos relevantes.
  • O debate parlamentar ocorreu a pedido do Chega para confirmar o decreto que altera o Código Penal e prevê a perda da nacionalidade em crimes gravíssimos, decreto considerado inconstitucional pelo Tribunal Constitucional e vetado pelo Presidente da República.
  • PSD e CDS não aceitam confirmar o decreto chumbado, mas Leitão Amaro mostrou concordância com as alterações propostas por estes partidos, admitindo, porém, a possibilidade de não haver maioria absoluta.
  • O ministro sublinhou que a nova lei da nacionalidade já elevou os requisitos para a atribuição de cidadania e reforçou a ligação efetiva ao país, considerando que o tema da perda por crimes graves é um complemento de aplicação limitada.
  • A proposta visa permitir que um juiz, avaliando o caso concreto, possa determinar a perda de nacionalidade a quem, sendo também nacional de outro país, comete crimes gravíssimos em Portugal, mantendo uma leitura coerente com a jurisprudência e com a necessidade de equilíbrio jurídico.

António Leitão Amaro, ministro da Presidência, abriu o debate parlamentar sobre a possível criação da pena acessória de perda de nacionalidade, destacando que Portugal pode manter a ausência dessa sanção. A posição foi apresentada na sessão de sexta-feira.

O debate foi requerido pelo Chega para confirmar o decreto que altera o Código Penal, introduzindo a perda de nacionalidade por crimes gravíssimos. O decreto já tinha sido considerado inconstitucional pelo Tribunal Constitucional e vetado pelo Presidente.

Situação institucional

Leitão Amaro afirmou que o Governo reconhece as alterações propostas pelo PSD e CDS ao diploma chumbado pelo Constitucional, mas admitiu dúvidas sobre atingir uma maioria absoluta de 116 votos para aprovação.

O ministro destacou que a nova lei da nacionalidade já entrou em vigor, fortalecendo os requisitos para concessão de cidadania e exigindo ligação efetiva e integração real. O efeito, segundo ele, é que a nacionalidade voltou a ter o peso devido.

Quanto à perda de nacionalidade por crimes graves, o ministro lembrou que há regras semelhantes noutros Estados da UE e referência jurisprudencial do Constitucional. A proposta permitiria ao juiz considerar o caso concreto antes de decidir.

Leitão Amaro acrescentou que a solução apresentada pretende ser razoável, necessária e compatível com o Tribunal Constitucional, evitando um Estado com mãos atadas diante de situações extremas. A ideia é manter a coerência do regime.

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