Shorou do prazo para classificação dos exames nacionais, que foi adiado de 6 para 10 de julho, os docentes continuam sem conseguir aceder à plataforma de classificação. O caos persiste em várias regiões, com professores a relatar dificuldades para iniciar a correção.
Segundo a Missão Escola Pública (MEP), a situação afeta várias disciplinas, incluindo História A, Matemática A e Matemática B. Nas mensagens recolhidas via o portal Metaprof, os docentes descrevem problemas de acesso, falta de provas disponíveis e dúvidas sobre a integridade dos ficheiros.
Professores de Aveiro, Lisboa, Lagos e Guarda reportam dificuldades severas: não podem aceder à plataforma, há relatos de folhas de continuação incompletas ou com caligrafias diferentes, e itens já classificados por outros colegas que aparecem na sua área de trabalho.
Desafios na correção e apelos pela via de papel
A Missão Escola Pública afirma que há itens que desaparecem da área de trabalho dos docentes e que a correção de Matemática A ainda não arrancou. A História A e a Biologia apenas iniciaram, de forma pontual, na quinta-feira, com poucas turmas envolvidas.
A organização solicita ao Ministério da Educação a distribuição imediata dos cadernos de resposta em papel pelos agrupamentos, para garantir fiabilidade na classificação e evitar atrasos adicionais. O movimento recomenda o envio de minutas de responsabilidade para quem se ausentar.
O ministro da Educação afirmou, em reunião parlamentar, que a maioria dos relatos não corresponde à realidade. A Metaprof reforça que todos os relatos são verificados e disponibilizou apoio ao Ministério para esclarecer a situação.
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