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Forças Armadas reforçam patrulhas e vigilância aérea para prevenir incêndios

Forças Armadas reforçam vigilância com 50 patrulhas terrestres e meios aéreos para prevenir incêndios rurais, incluindo helicópteros e sistemas não tripulados

Forças Armadas
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As Forças Armadas reforçaram o dispositivo de vigilância e combate aos incêndios rurais, passando a contar com 50 patrulhas terrestres e mais meios aéreos para missões de vigilância. O reforço ocorreu na quarta-feira e foi anunciado pelo Estado-Mior-General das Forças Armadas.

O dispositivo envolve elementos do Exército e da Marinha, distribuídos por diversos municípios, com apoio de sistemas aéreos não tripulados operados pela Marinha e pela Força Aérea. As operações incluem vigilância, reconhecimento e coordenação de ações.

Para as fases de rescaldo, as Forças Armadas mantêm um pelotão em pré-posicionamento e destacamentos de engenharia, prontos para apoiar as autoridades sempre que solicitado. O DECIR envolve dois helicópteros AW119 Koala.

Dispositivo aéreo e recursos

O programa prevê dois helicópteros UH-60 Black Hawk dedicados ao combate direto às chamas e à projeção de operacionais no terreno. Pela primeira vez este ano vão estar ao serviço os dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea.

O DECIR já está operacional no nível reforçado Delta desde 1 de julho, com capacidade máxima até 30 de setembro. O discente prevê 81 meios aéreos e 15.149 operacionais repartidos por 2.596 equipas e 3.463 viaturas.

Prevenção e cenário atual

Desde abril, as Forças Armadas vêm desenvolvendo trabalho de prevenção, com destacamentos em 10 municípios da zona mais afetada pelas tempestades de inverno, desobstruindo 850 quilômetros de caminhos florestais. O Governo declarou situação de alerta até segunda-feira.

A ANEPC elevou o estado de prontidão especial para o nível III, devido ao previsível agravamento do risco de incêndios rurais nos próximos dias. O período de alerta acompanha uma previsão de verão particularmente complexo.

Dados do SGIFR e cenário comparativo

Dados provisórios do SGIFR indicam 7.173 incêndios e 14.173 hectares ardidos neste ano, com a maioria ocorrendo na região Norte. Em relação a 2025, os números de incêndios e de área ardida duplicaram, configurando a maior área desde 2017 e o maior número de incêndios desde 2022.

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