O Norte tem habitação, mas não no mesmo sítio onde a procura é mais intensa. A CCDR-N conclui que a desigualdade de distribuição entre oferta e procura é o principal motor do aumento dos preços. Não é apenas falta de construção.
Em 2025, a região deverá alcançar cerca de 1,94 milhões de alojamentos, equivalente a 1,35 casas por agregado familiar. Parte desse parque não está disponível para residência permanente.
Segundo a CCDR-N, muitos imóveis correspondem a segundas habitações, estão devolutos ou sem condições de utilização. Essa situação reduz a oferta efetiva de casas para quem procura casa de forma estável.
Desfasamento territorial entre locais com mais oferta e zonas com maior procura explica, em parte, a escalada de preços registada nos últimos anos. A comissão reforça a necessária identificação de soluções com intervenção coordenada.
Estudo aponta ainda que a eficácia do mercado habitacional depende de políticas que alarguem o acesso a habitação permanente, ao invés de apenas aumentar o parque imobiliário.
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