O sistema de alertas sísmicos do Google avisou, na Venezuela, milhares de utilizadores de telemóveis Android momentos antes do duplo terramoto da última quarta-feira. O alerta surgiu nos ecrãs dos smartphones enquanto o sismo se aproximava, com o objetivo de permitir ações antes da onda S, mais destrutiva.
Segundo a Google, o mecanismo funciona com acelerómetros dos telemóveis, que detetam a onda P inicial do terramoto. Ao enviar registos a um servidor central e cruzá-los rapidamente, o sistema pode confirmar a ocorrência de um sismo e estimar localização e magnitude, para avisar o maior número possível de pessoas.
A empresa distingue dois níveis de alerta: BeAware para tremores mais fracos e TakeAction para potenciais sismos mais intensos, que pode emitir um som alto, mesmo se o telefone estiver em silêncio. Em média, o sistema já enviou 790 milhões de alertas desde 2021, cobrindo mais de dois mil sismos potenciais.
Funcionamento e resultados recentes
O Google reconheceu falhas no passado, incluindo um falso alarme no Brasil em 2025. Além disso, os sismos devastadores de fevereiro de 2023, na Turquia e Síria, levaram a revisões de algoritmos para reduzir falhas.
Na Venezuela desta semana, utilizadores publicaram elogios à Google no X e partilharam vídeos de alertas a sugerir evacuações. As informações não foram verificadas de forma independente pela AFP.
Perspetivas sobre diferentes plataformas
A Apple também tem mecanismos de alerta, disponíveis nos EUA e em Taiwan, que não recorrem a um sistema distribuído idêntico ao do Google. A empresa afirma que pode encaminhar avisos entre dispositivos Apple próximos sem rede, mas não deu detalhes sobre funcionamento.
No entanto, a Apple não utiliza telemóveis dos seus utilizadores para criar um sistema de deteção distribuída semelhante ao Google. A empresa não respondeu a perguntas da Agência de notícias.
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