A Fenprof acusou o Governo de financiar o que chama de depósito de crianças em creches, ao incentivar financeiramente horários de funcionamento superiores a 11 horas. A medida foi apresentada pelo Governo como forma de reforçar o apoio às famílias.
Segundo a Federação, o financiamento complementar aplica-se a creches dos setores social, solidário e privado que funcionem além das 11 horas, alegando necessidade de facilitar a conciliação entre trabalho e vida familiar.
Para a Fenprof, a prática leva a que as crianças passem mais tempo nas creches, separando-as das famílias por mais horas e prejudicando o desenvolvimento dos mais novos. A organização questiona a qualidade educativa com horários alargados.
A associação critica ainda o que considera desregulação dos horários e sustenta que a medida pode deteriorar a qualidade educativa, afetando especialmente crianças entre os zero e os três anos. A prioridade deve ser o bem-estar infantil.
A Fenprof defende a criação de uma rede pública de creches, com resposta universal, gratuita e de qualidade, aliada a políticas de promoção dos direitos de parentalidade, para reduzir o défice de vagas e evitar o aumento de crianças por sala.
A Federação reforça que a situação atual resulta em creches com rácios adulto/criança abaixo do adequado, mantendo as famílias com opções limitadas e gerando pressão sobre os horários de sono e alimentação das crianças.
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