- Wendy Sherman, ex-vice-secretária de Estado, afirma que Teerão fica numa posição mais forte após o conflito, em comparação com os EUA.
- Em entrevista ao programa Europe Today, da Euronews, a diplomata elogia as negociações para terminar o conflito EUA‑Irão, mas avisa para grandes incertezas.
- O conflito começou a 28 de fevereiro com ataques aéreos EUA–Israel contra alvos iranianos, que resultaram no assassinato de responsáveis iranianos e do líder Ali Khamenei.
- Sherman criticou o custo estimado do acordo de princípio para a reabertura do estreito de Ormuz, sugerindo que o Irão obtém bastante por pouco.
- A verificação é decisiva para um acordo duradouro; os inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica devem regressar, e o Irão pode ganhar maior influência na região, incluindo no Líbano.
Wendy Sherman, antiga vice-secretária de Estado dos EUA, afirma que Teerão saiu do conflito com uma posição mais forte do que Washington. A opinião surge numa entrevista ao programa Europe Today, da Euronews.
O conflito começou a 28 de fevereiro, com ataques aéreos conjuntos EUA-Israel a alvos militares e governamentais no Irão, resultando na morte de responsáveis iranianos e do líder Ali Khamenei, segundo a análise da antiga diplomata.
Sherman elogia o alívio de tensões via negociações entre Washington e Teerão, mas diz haver grandes incertezas quanto a um possível acordo. A verificação rigorosa é apontada como elemento decisivo.
A diplomata critica o custo estimado de qualquer acordo de princípio para a reabertura do estreito de Ormuz, sugerindo condições que favorecem o Irão com pouco retorno, segundo a leitura apresentada.
Para Sherman, a verificação tem de ser central e os inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica devem regressar ao terreno para confirmar a realidade no terreno.
Entre as divergências, Estados Unidos e Irão ainda discutem se Teerão autorizou ou não as inspeções às instalações nucleares, uma das cláusulas críticas de qualquer acordo.
A ex-diplomata adianta que o conflito evidencia a necessidade de diálogo contínuo, afirmando que a diplomacia é essencial e que a ação militar não resolve o problema em causa.
Por fim, Sherman alerta que o Irão pode ganhar peso político no Líbano e em toda a região, o que complica os esforços para assegurar estabilidade regional.
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