Oito dias após um acidente mortal no Texas envolvendo um Tesla, as autoridades federais abriram uma investigação para apurar as circunstâncias do incidente. O ataque ocorreu na sexta-feira, 19 de Junho, e levou à morte uma moradora local após o Tesla Model 3 embater numa casa, segundo informações do gabinete do xerife do condado de Harris.
O condutor afirmou à polícia que o veículo estava com a função de assistência à condução ativa no momento da saída da estrada, a alta velocidade, e o carro acabou por colidir com a habitação. A vítima, Martha Avila, de 76 anos, foi encaminhada de helicóptero a um hospital, onde acabou por falecer. Não houve sinais de embriaguez por parte do condutor.
A Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA) confirmou a abertura de uma investigação sobre o acidente, enquanto monitora o desempenho do sistema de condução autónoma da Tesla. A agência já estava a considerar questões de segurança envolvendo o FSD em 3,2 milhões de veículos Tesla, devido a preocupações sobre detecção e alertas em condições de baixa visibilidade.
Versões divergentes surgem sobre o que aconteceu. O xerife do condado de Harris adiantou que o condutor referiu ter conduzido com o sistema de assistência ativado no momento do acidente. A família da vítima pediu informações adicionais e não atribuiu culpas de forma conclusiva.
A Tesla respondeu aos relatos públicos com intervenções de executivos. O CEO, Elon Musk, questionou a cobertura mediática sobre o caso, afirmando que o FSD opera a uma cadência de marcha baixa no bairro e que o acidente teria ocorrido a uma velocidade elevada. Ashok Elluswamy, responsável pelo domínio de condução autónoma na empresa, sustentou que o condutor pode ter desativado o modo autónomo ao acelerar totalmente.
Historicamente, a NHTSA mantém investigações especiais sobre tecnologias emergentes, com balanços anuais significativos. Em Outubro teve início outra averiguação envolvendo 2,88 milhões de veículos Tesla equipados com o FSD, após várias denúncias de falhas de segurança e acidentes.
No passado, a Tesla já procedeu a recalls relevantes. Em 2023 a empresa recolheu cerca de 2 milhões de veículos nos Estados Unidos para reforçar a atenção dos condutores ao usar o Autopilot, principal sistema de condução assistida. O presente caso reforça o escrutínio regulatório sobre os sistemas de condução autónoma na indústria.
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