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Consultas médicas online crescem num mercado ainda por regularizar

Telessaúde em expansão em Portugal carece de regras claras; o regulador faz registo, mas faltam portarias para salvaguardar qualidade

Há 4470 unidades, exploradas por 4275 entidades, que podem dar consultas online em Portugal
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A telemedicina praticada à distância tem registado um crescimento significativo em Portugal, com aumento de consultas online. O setor ainda não está plenamente regulamentado, o que levanta dúvidas sobre licenciamento das entidades envolvidas.

Responsáveis oficiais defendem clarificar as regras que as entidades devem cumprir. A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) e a Ordem dos Médicos (OM) apontam a necessidade de escrutínio e garantia da qualidade dos serviços prestados, para facilitar investimentos responsáveis.

O regulador já abriu o registo de entidades que prestam teleconsultas, mas faltam portarias que estabeleçam licenciamento e padrões técnicos. Enquanto isso, há cobrança por regras estáveis que assegurem a fiabilidade, a proteção de dados e a segurança clínica.

Registo e lacunas regulatórias

Dados indicam que o registo facilita a monitorização inicial, mas não substitui exigências de licenciamento nem de supervisão permanente. Autoridades de saúde devem definir requisitos mínimos para funcionamento e supervisão das plataformas.

Entidades do setor consideram essencial que haja regras claras sobre conduta, qualificação dos profissionais e responsabilidade clínica. A clarificação regulatória é apresentada como fundamental para separar o que é serviço de qualidade do que não cumpre padrões.

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