A Unidade de Coordenação Antiterrorismo não recebeu informações sobre os ataques que os membros do Movimento Armilar Lusitano (MAL) tinham planeado, nem houve avaliação da segurança de mais de 170 pessoas incluídas na chamada Lista dos Indesejáveis. A ausência de partilha comprometeu a perceção de risco associada a estes alvos.
Os serviços de informação também não ficaram a conhecer a existência da Lista dos Indesejáveis, onde constavam nomes de mais de 170 pessoas — entre políticos, jornalistas, comentadores e activistas — bem como de mais de 50 organizações. A lista não teve, assim, verificação ou controlo por parte da equipa de segurança.
Quando foi detetada a falha, Luís Montenegro, primeiro-ministro, explicou ter ficado indignado por não ter tomado conhecimento do ataque que o MAL pretendia levar contra a sua residência em Lisboa. A informação não foi partilhada entre os responsáveis de segurança vinculados ao aparelho de Estado.
Até ao momento, não são conhecidos os motivos pelos quais o fluxo de informações entre as autoridades não foi efetuado. A divulgação pública não foi implementada, mantendo-se o tratamento do episódio como matéria interna de segurança.
As autoridades não avançaram com declarações oficiais adicionais sobre consequências administrativas ou medidas de melhoria do sistema de partilha de dados entre serviços de informação, nem sobre eventuais investigações em curso relativas aos alegados planos do MAL.
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