- O juiz Juan Carlos Peinado decidiu levar a julgamento Begoña Gómez, mulher do presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, e proibiu-a de sair de Espanha sem autorização judicial, medida inédita na história democrática recente.
- Gómez é processada por suspeitas de tráfico de influências, corrupção nos negócios, peculato e apropriação indevida; Cristina Álvarez, assessora da Moncloa, também fica com medidas cautelares.
- Entre as medidas aplicadas estão a apreensão do passaporte, a proibição de saída do território nacional sem autorização judicial e apresentações periódicas em tribunal; o empresário Juan Carlos Barrabés fica fora destas restrições.
- O processo, iniciado em 2024, envolve a atividade de Gómez na Universidade Complutense de Madrid e as suas relações com empresas privadas; o juiz aponta indícios de quatro crimes, a decidir-se pelo tribunal competente.
- O Ministério Público e as defesas pediram o arquivamento do caso, enquanto as acusações defendem o julgamento por tribunal de júri; Gómez vai recorrer das medidas cautelares, incluindo a apreensão do passaporte.
Begoña Gómez, esposa do presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, vai a julgamento, segundo decisão do juiz Juan Carlos Peinado. O magistrado ordenou a abertura de processo contra Gómez por suspeitas de tráfico de influências, corrupção nos negócios, peculato e apropriação indevida. Também determinaram medidas cautelares, incluindo a retirada do passaporte e a proibição de saída de território sem autorização judicial, além de apresentações periódicas em tribunal. A decisão é inédita na história recente da democracia espanhola.
A acusação envolve a atividade de Gómez junto da Universidade Complutense de Madrid e as suas relações com empresas privadas. O juiz reconhece indícios dos quatro crimes, cabendo ao tribunal competente confirmar ou rejeitar a imputação penal definitiva. O processo, que teve início em 2024, permanece envolto em controvérsia política e jurídica, com acusações de elementos suficientes para levar a julgamento, mas também com pedidos de arquivamento por parte do Ministério Público e da defesa.
Entre os arguidos, Cristina Álvarez, assessora da Moncloa, também fica sujeita às medidas cautelares, ao passo que o empresário Juan Carlos Barrabés não está sob essas restrições. A audiência preliminar decorreu nesta semana, com as partes divergindo entre requerer o julgamento por júri e impor restrições para evitar risco de fuga, ou pedir o arquivamento por falta de provas.
Begoña Gómez pretende recorrer das medidas, incluindo a apreensão do passaporte, segundo fontes próximas. O processo continua, com o calendário do julgamento ainda por definir e sem data marcada para a realização do júri.
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