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Mais de 100 deputados trabalhistas pedem a Starmer que se afaste.

Mais de cem deputados trabalhistas pedem a Starmer que se afaste ou fixe calendário de transição, numa cobrança após a vitória de Burnham

Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido e líder do Partido Trabalhista britânico
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  • Mais de 100 deputados do Labour pedem a Keir Starmer que se demita ou defina um calendário para a transição de poder, após a vitória de Andy Burnham em Makerfield.
  • Louise Haigh e outros aliados de Burnham defendem uma transição ordeira e aconselham Starmer a evitar uma luta interna pela liderança.
  • Starmer reiterou que não se vai embora e vai participar em votações que o digam respeito; a imprensa afirma que está a reflectir no fim de semana junto da equipa e da família.
  • Relatos apontam que Heidi Alexander, Ed Miliband e Shabana Mahmood o tinham tentado convencer a adotar uma calendarização de transição. Charlie Falconer também pediu ação rápida.
  • Para desencadear uma disputa interna é preciso apoio de pelo menos 81 deputados (20% da bancada); sondagens recentes colocam Burnham como favorito entre os especialistas do partido.

Mais de 100 deputados do Partido Trabalhista contestam a liderança de Keir Starmer, pedindo a demissão ou a definição de um calendário para a transferência de poder. O giro acontece após a vitória de Andy Burnham em Makerfield, no Norte de Inglaterra.

A pressão cresce entre deputados da Câmara dos Comuns após a vitória de Burnham nas eleições suplementares. Já assinaram o apelo Louise Haigh, Patrick Hurley, Dawn Butler, Luke Charteres, Fabian Hamilton, Jo White e Peter Swallow.

Vários meios britânicos revelam que Starmer pondera o que fazer durante o fim de semana com ministros e família. O objetivo é decidir se continua ou se avança para uma transição ordenada.

Os relatos indicam que Heidi Alexander aconselhou o calendário de transição e que Ed Miliband e Shabana Mahmood já tinham sugerido a adoção dessa posição após resultados ruins nas autárquicas.

Historiadores e ex-ministros também defendem uma mudança rápida para restaurar a autoridade do Governo. A BBC, o Financial Times e o Telegraph reportam o debate entre figuras centrais do Labour.

Burnham, que recebe o apoio de Wes Streeting, não anunciou uma decisão neste fim de semana. O processo de liderança interna exige apoio de pelo menos 20% da bancada, equivalente a 81 deputados.

Caso avancem, abre-se a votação entre os militantes do Labour, com Starmer a resistir à ideia de entrar numa corrida interna para liderar o partido e o Executivo.

Uma sondagem recente aponta Burnham como favorito entre os militantes, ultrapassando Starmer, numa competitiva perspetiva de liderança. No momento, o partido tem 403 deputados na Câmara.

A popularidade do Governo permanece baixa face a problemas económicos, com críticas a nomeações e a gestão de crises internas, sem que haja posição oficial de avaliação final.

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