O Tribunal de Braga condenou um cuidador geriátrico a 16 anos e 3 meses de prisão por deixar morrer um idoso acolhido na sua casa, em Esposende, e por profanar o cadáver. A decisão foi proferida nesta quinta-feira.
O arguido, de 40 anos, é argelino e foi julgado por homicídio qualificado por omissão e profanação de cadáver. Foi ainda aplicada a sanção acessória de expulsão do país, por cinco anos após cumprir a pena.
A mulher do arguido, também acusada, fugiu para o Brasil e continua em paradeiro desconhecido. O tribunal confirmou que a filha de 13 anos foi obrigada a ajudar a ocultar o corpo.
Contexto do caso
O episódio remonta a dezembro de 2024, quando a vítima, de 85 anos, vivia na casa do casal na Apúlia, em regime de família de acolhimento. No dia 9, o idoso recebeu medicação sedativa de que não fazia uso habitualmente.
Com o agravante de não pedir socorro, o casal ficou sem agir, deixando o idoso sem reação, prostrado e com dificuldade respiratória. A morte ocorreu no dia seguinte, sem que tenha havido chamada de emergência.
Investigação e desfecho
O cadáver foi transportado num veículo até um pinhal de Ofir, em Esposende, e ali ocultado dentro de uma caixa. A menor comprou uma pá e soda cáustica para auxiliar na ocultação. O casal inicialmente informou o desaparecimento voluntário do idoso.
A investigação da Polícia Judiciária levou à detenção do homem, ainda em janeiro de 2025, e à localização do corpo. Em julgamento, o arguido alegou apenas ter ajudado a esconder o corpo, isentando a esposa de homicídio.
Indemnização e próximos passos
O tribunal determinou que o arguido pague cerca de 97.500 euros de indemnização aos familiares da vítima. O outro arguido permanece em fuga, complicando o desfecho do processo.
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