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Torres Vedras quer atrair enfermeiros brasileiros com boa qualidade de vida

Torres Vedras atrai enfermeiros brasileiros com vistos mais rápidos e boa qualidade de vida para colmatar carência europeia e valorizar o hospital local

Presidente da Caixa de Crédito Agrícola de Torres Vedras, Manuel Guerreiro diz que cidade da área metropolitana de Lisboa quer atrair enfermeiros brasileiros
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Torres Vedras, no distrito de Lisboa, quer atrair profissionais da saúde, sobretudo enfermeiros, para enfrentar carências na Europa. O projeto envolve um hospital gerido pela Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Torres Vedras, em parceria com a Câmara Municipal e a Faculdade de Medicina de Lisboa.

O presidente da Caixa, Manuel Guerreiro, afirmou que há falta de enfermeiros e médicos na região. Segundo ele, o Brasil dispõe de profissionais qualificados para suprir a demanda, com entrada facilitada por estágio de um ano, ao contrário de alguns médicos estrangeiros.

A estratégia passa pela valorização da vida na região, com o objetivo de tornar Torres Vedras atrativa para uma classe média brasileira. Guerreiro destacou a necessidade de condições de residência e de vida acessíveis para incentivar a mobilidade.

Vistos mais rápidos

O responsável ressalta que existe um quadro de cooperação entre Portugal e Brasil desde 1971 que facilita o reconhecimento de algumas profissões, entre as quais enfermagem. Acelerar vistos de trabalho e simplificar o reconhecimento de diplomas são apontados como caminhos.

Ele também sublinhou que a hospitalidade local pode favorecer a integração de profissionais brasileiros, com métricas de qualidade de vida além de Cascais, reconhecido reduto de retorno de investimentos do Brasil.

Investimentos e oportunidade econômica

Além de enfermeiros, Torres Vedras pretende atrair investidores. A Caixa de Crédito Agrícola dispõe de cerca de 800 milhões de euros para financiar projetos viáveis, que contribuam para o desenvolvimento regional. O objetivo é dinamizar o PIB local e atrair pessoas com formação diversa.

Guerreiro mencionou exemplos de investimento brasileiro na região, incluindo empresas de transformação de alimentos. Observou que Portugal pode funcionar como porta de entrada para o mercado europeu e, por vias legais, facilitar o acesso a mercados como os Estados Unidos.

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