A Igreja Luterana da Suécia abriu um inquérito à mulher do primeiro-ministro, Ulf Kristersson, que é pastora da instituição. A decisão surge após várias notícias na imprensa levantarem questões éticas sobre o papel da líder numa fundação de cariz espiritual que dirige.
A diocese de Birgitta Ed recebeu queixas formais, e o cabido determinou iniciar a averiguação à idoneidade de Ed para exercer o ministério pastoral. A natureza exacta das denúncias não foi tornada pública pela Igreja.
Investigação às ligações com a fundação
O inquérito deve decorrer durante vários meses, informou a Igreja, sem comentários durante o processo. Possíveis sanções, caso haja culpabilidade, vão desde uma advertência escrita até a retirada da autorização para o ministério ordenado.
Segundo o jornal Aftonbladet, a fundação Fållöknastiftelsen recrutou voluntários para angariar fundos e renovar a casa senhorial da instituição, em troca de contactos e de reuniões na residência oficial do primeiro-ministro. A reportagem aponta também alegadas utilizações de contactos da Igreja para obter donativos e serviços gratuitos.
A ligação entre a família do chefe do governo e a fundação tem gerado escrutínio público, num país que se prepara para as eleições legislativas em setembro. As sondagens apontam vantagem para a oposição de esquerda em relação ao governo de Kristersson, apoiado pelo partido Democratas da Suécia.
A Igreja Luterana da Suécia tem cerca de 5,4 milhões de fiéis num país de 10,6 milhões de habitantes e separou-se do Estado em 2000. O caso coloca a nu perguntas sobre ética, transparência e a relação entre fé, liderança política e instituições religiosas.
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