Entre sexta-feira e o final do dia, ocorreu uma falha de energia no centro de dados do Serviço Nacional de Saúde (SNS), deixando sistemas informáticos indisponíveis e impedindo o registo em tempo real de consultas. A interrupção afetou unidades de saúde em todo o país, com a normalização de operações concluída cerca de nove horas depois.
A Ordem dos Médicos pediu esclarecimentos urgentes aos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) sobre as causas, os sistemas afetados, a duração da indisponibilidade e as medidas adotadas para manter a atividade clínica e a segurança dos doentes. Estima-se que mais de 150 mil consultas ou atos clínicos programados ficaram sem registo informático.
Segundo a Ordem, muitas consultas não se realizou ou foi adiada, impactando o acesso aos cuidados e a qualidade da decisão clínica. O incidente levou a questionamentos sobre a robustez da infraestrutura de dados do SNS e sobre a existência de sistemas de contingência.
Situação e respostas
A CpC (Cidadãos pela Segurança) criticou a ausência de geradores e de centros de dados de contingência, defendendo que infraestruturas críticas devem ter UPS, geradores e um site de contingência. A organização considerou a falha como indicativa de falhas de arquitetura e pediu transparência.
A SPMS informou que está a avançar, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, com a criação de um segundo pólo da infraestrutura central até ao final do ano, para aumentar redundância. A Ordem dos Médicos mantém o pedido de informações sobre redundâncias existentes e sobre o projeto anunciado.
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