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Porto: 200 pessoas manifestam-se contra o racismo em Portugal

No Porto, cerca de 200 pessoas manifestaram-se contra crimes de ódio, em memória de Alcindo Monteiro, denunciando o aumento da violência racial quotidiana

Cerca de 200 pessoas, segundo a organização, manifestaram-se esta quarta-feira no Porto em memória das vítimas em Portugal dos "crimes de ódio"
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Cerca de 200 pessoas reuniram-se no Porto esta quarta-feira para uma manifestação em memória das vítimas de crimes de ódio em Portugal. A concentração iniciou-se na Praça Marquês de Pombal e seguiu para o Campo 24 de Agosto, onde ocorreram episódios de violência contra imigrantes argelinos há dois anos.

A iniciativa foi organizada pela Vida Justa e pelo SOS Racismo, com o objetivo de alertar para o aumento de crimes de ódio e recrudescer o debate público sobre leis que afetam imigrantes. Aline Rossi sublinhou a ligação entre memória histórica e violência atual.

Para Joana Santos, o Dia de Portugal não deve ser apropriado por uma narrativa que lembra períodos colonialistas. Ela defende que o estado de direito precisa de enfrentar com firmeza discursos de ódio contra migrantes e comunidades racializadas.

A contribuinte do SOS Racismo mencionou preocupações sobre a legitimação de discursos violentos em parlamentos e redes sociais, destacando a necessidade de voz mais ampla de movimentos anti‑racistas e de comunidades minoritárias.

Aline Rossi destacou a importância de mobilizar migrantes e pessoas em situação de precariedade, que muitas vezes trabalham em horários festivos, para ampliar a participação cívica e influenciar decisões políticas.

Contexto e impactos

O grupo aponta que crimes de ódio têm vindo a crescer e relaciona o fenómeno com debates legislativos a nível nacional e europeu. O objetivo é deslegitimar atos de agressão e promover uma cultura de inclusão.

Deslocação e participação

A marcha percorreu áreas centrais da cidade, com participação de ativistas, migrantes e defensores dos direitos humanos. Os organizadores pretendem manter a pressão cívica sem recorrer a confrontos.

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