O presidente da Câmara de Nova Iorque afirmou que a cidade não permitirá que o ICE semeie o medo durante o Mundial de Futebol, respondendo a uma ameaça do Governo federal. A declaração surge na véspera do início do torneio.
Segundo o portavoz, a cidade mantém o foco na segurança pública e não permitirá ações que visem dividir comunidades. A nota enfatiza o papel de Nova Iorque como local de jogos e de apoio aos migrantes.
Tom Homan, «czar» da fronteira, afirmou numa entrevista que o ICE poderá deslocar mais agentes para a cidade do que nunca. Futuramente, o objetivo seria assegurar a segurança national e a proteção do torneio, sem detalhar operações de imigração.
Contexto do torneio e da segurança
O Mundial decorre em várias cidades da Área de Nova Iorque e de Nova Jérsia, com o MetLife a receber oito partidas e a final marcada para 19 de julho. A região alberga várias atividades ligadas ao evento.
Homan também declarou que, caso a governadora de Nova Iorque, Kathy Hochul, assinasse uma lei que restringisse o trabalho de agentes de imigração, poderia enviar mais pessoal, mantendo a promessa de reforçar a presença durante o evento.
Mamdani reiterou o apoio de Nova Iorque aos imigrantes e destacou a participação de atletas imigrantes na seleção dos EUA, sublinhando que o futebol é construído por esses atletas, treinadores e trabalhadores dos estádios.
O governador de Nova Iorque e o ICE já tinham avisado que a segurança do torneio seria prioridade, mantendo o foco na proteção do evento sem aprofundar pormenores operacionais.
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