Na Europa, 17 ministros dos Transportes assinaram uma declaração conjunta para acelerar testes transfronteiriços de veículos autónomos. A iniciativa, com o comissário Apostolos Tzitzikostas, visa preparar a adoção da tecnologia na UE.
Acordo visa criar um enquadramento comum entre os países participantes, substituindo o mosaico de regras nacionais. Regras de homologação, autorizações e dados variam entre estados, dificultando operações além-fronteiras.
França, Alemanha, Itália, Áustria, Bélgica, Croácia, Chipre, Chéquia, Estónia, Finlândia, Grécia, Hungria, Irlanda, Luxemburgo, Países Baixos, Polónia e Suécia assinaram. Objetivo: testar transporte público, mercadorias e logística com licenciamento coordenado.
Os países vão trabalhar em princípios de aprovação comuns e procedimentos de licenciamento, preparando grandes provas em toda a Europa. A medida marca uma mudança de pilotos nacionais para uma estratégia europeia unificada.
Na mesma data, Londres abriu lista de espera para táxis autónomos, com operações de segurança a bordo. A iniciativa envolve a Uber e a Wayve, prometendo iniciar em alguns meses.
Enquanto isso, Zagreb aponta como primeiro mercado europeu para robotáxis comerciais, com cerca de 10 táxis autónomos em teste desde 8 de abril. A Uber coordena com Pony.ai e Verne.
Londres deverá receber três grandes operadores ainda este ano: Waymo, Wayve e Apollo Go. Madrid testa com WeRide; Munique recebe robotáxis com tecnologia Momenta. Luxemburgo também figura em planos.
Quanto ao panorama global, a Uber, Waymo e Apollo Go mantêm frotas avançadas. WeRide opera cerca de 1.000 veículos; Pony.ai planeia 3.500 até 2026. AIE estima 700.000 a 3 milhões de robotáxis globais até 2035.
Especialistas apontam que a Europa avança mais lentamente devido a regras de segurança e cultura de transporte público. Ainda assim, o ritmo acelera e novas cidades preparam-se para a chegada.
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