A CGTP criticou hoje a falha do Governo na transposição da diretiva europeia sobre transparência salarial, cujo prazo terminava a 7 de junho. A posição foi apresentada numa nota conjunta com a Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens.
A central sindical acusa o Governo de estar em velocidade máxima para mexer nas leis laborais, mas com um travão para combater a discriminação salarial. A crítica foca a importância da diretiva para promover igual tratamento remuneratório entre homens e mulheres.
A CGTP recorda a greve de mulheres na Ford, em junho de 1968, pela paridade salarial, para lembrar que, 58 anos depois, a transposição não ficou concluída. Em Portugal, os dados do INE indicam que as mulheres auferem rendimentos líquidos médios 14,4% inferiores aos dos homens.
A Liga também cita esses dados para sustentar a necessidade de cumprir a diretiva. A Lusa questionou o ministério do Trabalho na sexta-feira sobre a transposição, mas não obteve resposta até ao momento.
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