A Amazon aproveitou o evento Delivering the Future, no Reino Unido, para anunciar investimentos na Europa, incluindo criação de milhares de empregos e uma nova geração de robôs. A apresentação ocorreu em Dartford, no armazém LCY3, o mais movimentado da empresa na região.
O LCY3, com mais de 216 mil metros quadrados, processa cerca de 4 milhões de unidades por semana. O espaço usa robótica e IA para acelerar a circulação de encomendas entre o clique e a entrega, mantendo um forte foco na segurança.
Na prática, 1 660 robôs circulam por piso e torres de armazenamento, com apoio de software de IA. Os veículos móveis, designados Hercules Drives, operam ao lado de trabalhadores humanos que abastecem as zonas de estocagem.
A plataforma Deep Fleet coordena a movimentação dos robôs, simulando uma cidade com tráfego para evitar colisões. Robôs sinalizam automaticamente falhas para os engenheiros, aumentando a eficiência operacional.
Logo após a embalagem, as encomendas passam por um scanner de dimensões 3D da marca SICK, que lê etiquetas e direcciona cada volume para a faixa correta. A empresa afirma que o sistema opera em milissegundos, com alta cadência.
O classificador de expedição percorre cerca de 180 quilómetros diários dentro do armazém, organizando a triagem final antes da saída para distribuição.
Novos robots e colaboração com trabalhadores
Os armazéns europeus, incluindo o LCY3, mantêm o trabalho humano como elemento central. Milhares de funcionários asseguram controlo de qualidade, seleção de encomendas e embalar em mais de 200 estações por piso.
A Amazon aponta que a próxima geração do robô Proteus pode suportar cargas até 400 quilos e reduzir o esforço físico. O objetivo é reforçar a segurança e facilitar a movimentação de materiais.
O executivo Scott Dresser, da Amazon Robotics, descreveu o Proteus como um assistente que define prioridades e trajetos, trabalhando em conjunto com pessoas. A versão mais recente está em pilotos internos, com lançamento na Europa previsto para a primeira metade de 2027.
Especialistas e representantes de trabalhadores alertam para pressão adicional sobre humanos com a automação. A empresa garante que máquinas foram criadas para acompanhar o ritmo humano, promovendo produtividade sem sacrificar a segurança.
Brady acrescentou que a combinação entre pessoas e máquinas permite identificar problemas críticos, mantendo o foco em tarefas que exigem pensamento estruturado, como a verificação de paletes problemáticos.
Entre na conversa da comunidade