Armenia realiza no domingo uma eleição crucial para o seu futuro e para a região do Sul do Cáucaso, em contexto de tensão entre o apoio ocidental e a pressão russa. O país assinou recentemente um acordo de paz com o Azerbaijão, o que marca a rota de Pashinyan para uma viragem pró-Ocidente.
A votação ocorre em Erevan e em locais fora da capital, com cerca de 2,4 milhões de eleitores. O primeiro-ministro Nikol Pashinyan, líder do partido Contrato Civil, concorre a um segundo mandato. A oposição, fragmentada, tem forte apoio pró-Moscovo.
O que está em jogo
A UE e os EUA apoiam a orientação pró-Ocidente de Pashinyan, enquanto a Rússia intensifica a pressão sobre Erevan. A campanha envolve acusações de desinformação e mobilização externa, com alegações de campanhas de influência em curso.
Participantes e cenários
O principal opositor pró-Moscovo é o grupo Forte Arménia, liderado pelo empresário Samvel Karapetyan, que está em prisão domiciliária, e conta com o antigo presidente Robert Kocharyan. Pesquisas apontam para uma vitória de Pashinyan com maioria acima de 60%.
Contexto internacional e impactos
A Comissão Europeia confirmou apoio firme a Pashinyan, com medidas para mitigar sanções económicas sobre a Arménia. Um anúncio de von der Leyen acusa Moscovo de usar restrições às exportações para pressionar o país.
Desfecho e expectativa
Nos últimos dias, a votação foi marcada por detenções de candidatos da oposição relacionadas com alegadas irregularidades. Comentários de figuras internacionais destacam a importância de uma participação estável e transparente, com os resultados esperados entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira.
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