A União Europeia pediu uma investigação minuciosa e transparente ao assassinato do bispo Osório Citora Afonso, ocorrido neste sábado em Moçambique. A UE expressou consternação e solidariedade às famílias e à Igreja Católica do país.
O bispo de Quelimane e administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira foi morto na madrugada, na sua residência, por indivíduos não identificados. A investigação está a decorrer, com as autoridades a apurar as circunstâncias do ataque.
A UE, representada pelos chefes de Missão e Estados-Membros em Moçambique, reiterou o pedido de justiça rápida e responsável pelos responsáveis. A nota oficial reforça o repúdio pela violência e a dor pela perda.
Investigações e estado da polícia
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) indicou que Osório Afonso foi alvejado no peito com uma arma AK-M. Os agressores teriam escalado o muro da residência e vandalizado a segurança elétrica. Ainda não há detidos.
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, manifestou pesar pela perda, destacando a importância do bispo na comunidade cristã e na sociedade. O governo não adiantou prazos para a conclusão da investigação.
Membros da comunidade política reagiram igualmente à notícia. Venâncio Mondlane considerou o homicídio brutal e uma perda para os valores de paz e reconciliação no país.
Osório Citora Afonso tinha sido eleito bispo de Quelimane a 25 de julho de 2025 e, em abril deste ano, foi nomeado Administrador Interino da Arquidiocese da Beira pelo Papa Leão XIV, conforme nota da Presidência.
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