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Congo: OMS reduz estimativa de casos de Ébola para 116

OMS confirma 116 casos suspeitos, 321 confirmados e 48 mortes no Congo; a queda deve-se aos testes, com resposta continua desafiadora

Director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, visita o Centro Médico Evangélico (CEM) em Bunia, Congo, domingo, 31 de maio de 2026
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O que aconteceu: a OMS reduziu para 116 casos suspeitos de Ébola na República Democrática do Congo, numa atualização que também aponta 321 casos confirmados. O total de óbitos é 48, com 6 recuperações já registadas. Os dados são de até 31 de maio.

Quem está envolvido: o surto envolve autoridades congolesas, apoio da OMS e parceiros internacionais. Também se registaram 9 casos e 1 morte no Uganda, país vizinho, segundo a conferência em Genebra.

Quando e onde: o registo mais recente corresponde a 31 de maio, no leste da RDC, com Bunia a receber parte da resposta sanitária e de um novo centro de tratamento.

Como e porquê: a queda no número de casos suspeitos deve-se aos testes realizados, que descartaram muitos doentes. O vírus envolvido é menos comum que outras estirpes de Ébola, o que complica a resposta por não existir tratamento ou vacina específicos disponíveis.

Desdobramentos locais: o ministério da Saúde congoleses destaca desafios na deteção precoce, isolamento rápido, rastreio de contactos, enterros seguros e reforço da prevenção nas unidades de saúde da região remota.

Cinco recuperações: durante uma visita a Bunia, o diretor-geral da OMS confirmou a recuperação de cinco pacientes infetados com este tipo raro de Ébola. Quatro terão alta hoje e uma já havia recebido alta recentemente.

Corrida às vacinas

A CEPI anunciou o lançamento de uma aceleração urgente no desenvolvimento de três vacinas experimentais contra o vírus Bundibugyo. O fundo de até 53 milhões de euros será aplicado a candidatos da IAVI, da Moderna e da Universidade de Oxford, produzidos no Serum Institute of India.

A OMS aponta estas três candidatas como as mais promissoras no momento. O objetivo é ampliar as opções de proteção enquanto se mantém o foco em vigilância, resposta rápida e controlo de infecções.

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