A primeira edição do Sonae Impact Circle reuniu 14 organizações sociais para debater gestão, crescimento e impacto. O encontro ocorreu no Belmiro de Azevedo Learning Centre, no Sonae Campus, na Maia, e integrou sessões de capacitação, partilha de conhecimento e criação de redes. O objetivo é reforçar competências de gestão, facilitar a colaboração entre entidades e promover aprendizagem prática.
Ao longo da sessão, foram abordados processos internos, gestão de equipas, organização operacional e liderança, incluindo temáticas associadas à inteligência artificial. Os participantes trabalharam com mapas colaborativos e dinâmicas em grupo para identificar problemas comuns e soluções conjuntas. O formato combinou partilha de experiências com atividades práticas.
Capacitação das organizações
O programa, desenvolvido pela Sonae, prevê três módulos que cobrem gestão, crescimento e avaliação de impacto. A primeira sessão focou papéis, responsabilidades e alinhamento estratégico, bem como ferramentas de gestão operacional e dinâmicas de colaboração. Destacou-se o Mapa de Conexões para identificar sinergias entre instituições.
Segundo Luciana Pereira, da área de Responsabilidade Social Corporativa da Sonae, os temas emergiram das dificuldades apresentadas pelas próprias organizações. O investimento social da Sonae envolve apoio contínuo, não apenas financiamento de projetos. A ideia é ampliar capacidades por meio de acompanhamento próximo.
A prática de redes e apoio específico
A ideia central é ir além da formação: criar redes de contacto entre entidades com desafios semelhantes. Em cada sessão, há espaço para apoio especializado em áreas concretas, sempre que solicitado. Um exemplo citado foi a reorganização de processos internos durante o crescimento de uma organização, com orientação direta de equipes da Sonae.
Participaram 14 organizações, incluindo 42 Porto, Banco Alimentar Porto, CASA, Ciberescola, Class of Wonders, Diverge, EKUI, ENSICO, Fundação Ronald McDonald, Junior Achievement Portugal, Native Scientists, Teach For Portugal, Transformers e Vida Norte. Os participantes destacaram o valor da troca de experiências entre entidades do setor social.
João Lima, da Teach For Portugal, indicou que muitos interagem com problemas idênticos e que compartilhar soluções pode evitar dilemas repetidos. Isabel Aragão, da Casa Ronald McDonald Porto, enfatizou a importância de evitar duplicação de esforços e de explorar sinergias entre organizações.
Entre os principais desafios identificados estão financiamento, gestão de pessoas, voluntariado e planeamento estratégico. A troca de estratégias que já funcionaram, ou não, foi considerada uma mais-valia relevante para as entidades presentes.
Perspectivas e próximos passos
Para já, o programa está limitado às organizações que colaboram com a Sonae, com mais dois encontros planeados para este ano. A continuidade depende da utilidade percebida pelas participantes. O objetivo é ampliar capacidades e promover uma rede de apoio prática para o ecossistema social.
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