O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro afirmou ao parlamento não ter conhecimento de negócios ou interesses económicos ligados aos incêndios rurais. Acrescentou que o sistema exige evolução para enfrentar a complexidade crescente dos fogos e as alterações climáticas.
Questionado sobre ligações entre gestão de incêndios e interesses económicos, o responsável disse desconhecer qualquer negócio envolvendo a contratação de meios aéreos ou outros recursos operacionais na região.
Relativamente aos incêndios de 2025 no Norte, o comandante mencionou simultaneidade de grandes ocorrências em Vila Real, Viseu e Aveiro, que esgotaram a capacidade operacional. Reiterou que os recursos são finitos e que o dispositivo nacional esteve ligeiramente acima de 2024.
Sobre a capacidade e recursos, reconheceu que a sub-região do Douro teve uma redução de duas equipas de intervenção permanente, passando de 44 para 42, face a novos cenários. Afirmou ainda limitações em fumaça intensa, fadiga dos operacionais e dificuldades pontuais de comunicações.
No aspeto técnico, destacou o papel da rede SIRESP como fiável, embora com necessidade de melhorias técnicas e de utilização. Indicou que investimentos continuam a ocorrer para reforçar a rede e a interoperabilidade entre meios no terreno.
Quanto à proteção civil, o responsável referiu uma maior incorporação de tecnologias, nomeadamente drones, videovigilância e ferramentas de apoio à decisão, para melhorar a monitorização e a resposta.
Sobre o recrutamento, apontou preocupações com a dificuldade de atrair operacionais em territórios de baixa densidade demográfica, observando, contudo, o contributo crescente dos municípios. A sub-região conta com 39 equipas de intervenção permanente, distribuídas por 19 municípios.
No âmbito do programa Aldeias Seguras, Pessoas Seguras, considerou-o um exemplo positivo, destacando o papel na gestão de confinamentos controlados em vez de evacuações em massa.
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