O dispositivo de combate a incêndios rurais foi reforçado esta segunda-feira, com 13.335 operacionais no terreno e 78 meios aéreos, no âmbito do chamado nível Charlie. A operação mantém-se até 30 de junho.
Ao todo, participam 2265 equipas de diversos agentes, 2969 veículos e três helicópteros da AFOCELCA, empresa privada de proteção florestal. Pela primeira vez este ano, dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea vão apoiar o combate aos fogos rurais.
Segundo a Força Aérea Portuguesa, que gere e opera os meios aéreos, todos os 78 aparelhos estarão disponíveis a partir de 15 de junho, exceção a um helicóptero estatal que se encontra em manutenção.
Este DECIR envolve bombeiros voluntários, serviço de proteção civil, militares da Guarda Nacional Republicana e sapadores florestais e bombeiros florestais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. O reforço permanece ativo ao longo de junho.
Detalhes do reforço e recursos
Em comparação com o mesmo período de 2024, há 86 operacionais a mais, mantendo o mesmo número de meios aéreos. Em 2025 algumas aeronaves estiveram indisponíveis devido a avarias, o que não ocorreu este ano.
Os meios de combate serão reforçados novamente a 1 de julho e até 30 de setembro, no nível Delta, considerado o momento de maior criticidade. Este ano contará com 15.149 operacionais, 2596 equipas, 3463 viaturas e 81 meios aéreos disponíveis.
Dados do SGIFR indicam 2780 incêndios até agora, que queimaram 10.387 hectares. A região Norte concentrou a maioria dos incêndios e da área ardida, com 1616 ocorrências e 9079 hectares.
Em relação a 2024, o número de incêndios e de área ardida duplicou, segundo o SGIFR, refletindo o agravamento da situação.
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