O estudo conduzido pela Organização Mundial da Saúde alerta que serpentes altamente venenosas poderiam mudar de habitat devido ao aquecimento global e à ocupação humana. A pesquisa foi publicada esta quinta-feira na revista PLOS Neglected Tropical Diseases.
Conduzido com base em diversas bases de dados, registos de museus, literatura científica e ciência cidadã, o trabalho identifica locais onde vivem espécies como víboras, kraits e mambas. O objetivo é prever como as áreas de distribuição variariam até 2050 e 2090.
Entre as espécies em risco de deslocação estão a víbora-de-água, os kraits, a mamba-negra e outras serpentes venenosas de várias regiões. O estudo antecipa maior proximidade a zonas densamente povoadas e áreas onde não houve contacto prévio com répteis venenosos.
A divulgação sugere que milhões de pessoas ficarão expostas a maior risco de mordeduras, com mais acidentes e possíveis mortes. Caso os padrões climáticos se mantenham, encontros em parques, zonas rurais e locais de trabalho podem aumentar nos próximos anos.
Os autores destacam a necessidade de orientar políticas de saúde pública para reforçar reservas de antiveneno, melhorar o acesso a cuidados médicos em comunidades remotas e apoiar a conservação de espécies vulneráveis. A prevenção passa por medidas simples no dia a dia.
As autoridades são incentivadas a monitorizar mudanças locais de distribuição e a adaptar planos de resposta, incluindo campanhas de educação sobre riscos e uso de calçado adequado, iluminação noturna e distanciamento de serpentes em áreas habitadas.
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