O novo caso de hantavírus em território holandês envolve um membro da tripulação de um navio de cruzeiro que desembarcou em Tenerife, foi repatriado para os Países Baixos e permanece em isolamento. A confirmação veio da Organização Mundial de Saúde (OMS) na sexta-feira.
O total de casos suspeitos e confirmados já é 12, incluindo três mortes. O director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que não houve óbitos desde 2 de maio, data em que o surto foi comunicado. Autoridades pedem monitorização de passageiros e tripulantes.
Mais de 600 contactos permanecem em vigilância em 30 países, com um pequeno grupo de alto risco ainda a ser localizado, segundo Tedros. O RIVM informou que o paciente foi hospitalizado por precaução e está em isolamento, após diagnóstico de vírus Andes.
Situação atual
Todos os passageiros e membros da tripulação retirados para os Países Baixos são testados semanalmente. A confirmação positiva foi verificada por dois laboratórios independentes. A pessoa em quarentena domiciliária permanece sob observação.
O RIVM reconheceu que a notícia pode gerar dúvidas, mas afirmou que o risco de disseminação adicional nos Países Baixos permanece muito baixo. O comunicado reforçou a continuidade do rastreio de contactos.
Viagem do navio
O navio partiu de Ushuaia, na Argentina, a 1 de abril, cruzou ilhas do Atlântico Sul, seguiu para Cabo Verde e Tenerife, antes de atracar em Roterdão. A tripulação enfrentou semanas de quarentena após a chegada aos Países Baixos.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores; não há vacinas ou tratamentos específicos. A estirpe Andes é a única conhecida com potencial de transmissão entre pessoas.
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