Carlo Petrini, fundador italiano do movimento Slow Food, morreu aos 76 anos na sua cidade natal, Bra, no Piemonte, no noroeste de Itália. A morte ocorreu na quinta-feira, sem divulgação da causa. Nos últimos anos, revelou ter sido diagnosticado com cancro da próstata.
O Slow Food confirmou a notícia e destacou que Petrini ajudou a criar um movimento global enraizado em valores de alimentos bons, limpos e justos para todos. O grupo já alcançou presença em mais de 160 países.
Petrini lançou o Slow Food em 1986, em protesto contra a abertura do primeiro restaurante de fast food do McDonald’s em Itália, perto da Escadaria Espanhola, em Roma. A nível pessoal, era conhecido como Carlin entre amigos.
Legado e reconhecimentos
O presidente italiano, Sergio Mattarella, manifestou que a morte de Petrini deixa um vazio no mundo da alimentação, da ciência e na sociedade, não apenas em Itália. O líder reconheceu a influência do trabalho do fundador no debate sobre produção e consumo alimentar.
Petrini também criou a Universidade de Ciências Gastronómicas em Pollenzo, a Arca do Sabor e o Terra Madre, fóruns que conectam produtores, cozinheiros e comunidades locais. O movimento promoveu valorizar agricultores pequenos e práticas tradicionais.
Contribuições e relações
Conhecido pela defesa da biodiversidade e das cadeias curtas, Petrini manteve uma relação próxima com a realeza britânica e com o Papa Francisco. Foi considerado defensor da agricultura biológica e das tradições culinárias do Piemonte.
Como figura pública, defendia que a alimentação é instrumento cultural, social e político, não apenas uma questão de consumo. A sua vida ficou marcada pela promoção de alimentos de qualidade e de origem local.
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