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Lés a Lés: enólogos viajantes exploram vinhos e vinhedos

Enólogos viajantes promovem castas esquecidas em vinhos nacionais, enfrentando risco comercial; já comercializam cerca de 30 mil garrafas de Trás-os-Montes ao Alentejo

Vários anos (e muitos quilómetros) a fazer vinhos em projetos de norte a sul do país permitiram aos enólogos Jorge Rosa Santos e Rui Lopes conhecer a maior parte das regiões vinícolas de Portugal
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  • Os enólogos Jorge Rosa Santos e Rui Lopes, conhecidos de uma parceria do projeto Lés a Lés, viajaram por várias regiões de norte a sul de Portugal para produzir vinhos.
  • Ao longo de vários anos, eles conheceram grande parte das regiões vinícolas do país enquanto desenvolviam os seus trabalhos.
  • Em contexto de desafio para o setor, lançarem vinhos a partir de castas desconhecidas é visto por alguns como arriscado, até como autossabotagem comercial, segundo Rosa Santos.
  • O objetivo é dar visibilidade a regiões inesperadas e a castas “perdidas no tempo”, mantendo uma produção que já é de cerca de 30 mil garrafas entre Trás-os-Montes e o Alentejo.

Vários anos a trabalhar em vinhos, em projectos no norte a sul de Portugal, permitiram aos enólogos Jorge Rosa Santos e Rui Lopes conhecer grande parte das regiões vinícolas do país.

Num período considerado desafiante pela maioria dos produtores, lançar vinhos a partir de castas desconhecidas pode parecer arriscado. Para Rosa Santos, o processo pode ser visto como autossabotagem se avaliarmos apenas pelo eixo comercial.

Juntos, estes amigos de curso tentam contrariar essa visão e continuam a lançar vinhos que fogem ao padrão de mercado. Atuam com o objetivo de dar visibilidade a regiões inesperadas e a castas perdidas no tempo.

Agora são cerca de 30 mil garrafas, produzidas desde Trás-os-Montes até ao Alentejo.

Regiões e Castas

A dupla aposta em castas menos comuns e em terroirs menos explorados, com vinificação que visa preservar a identidade de cada região. As escolhas de castas procuram revelar características distintas.

Produção e alcance

A produção atual agrega garrafas de várias regiões, mantendo um discurso de consistência no estilo, sem abandonar a experimentação. O enfoque mantém-se na diversidade regional do país.

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