O sistema StoPanic, já testado em vários serviços da ULS São João, no Porto, é uma resposta à violência contra profissionais de saúde. A novidade consiste em botões de pânico virtuais nos postos de trabalho, acionáveis a partir do computador.
Profissionais que se sintam ameaçados podem pedir ajuda de forma rápida e discreta, com o alerta a chegar aos gabinetes vizinhos e à central de segurança. O objetivo é desencadear uma resposta próxima e imediata.
O projeto iniciou-se no segundo semestre do ano passado, em unidades como o Centro de Ambulatório, o Serviço de Imunohemoterapia, Admissões e Altas, a Unidade de Colheitas, o Hospital de Dia e a Urgência Pediátrica.
Expansão para cuidados de saúde primários
Este mês, a solução foi estendida aos cuidados de saúde primários, começando pelo centro do Bonfim. O funcionamento mantém a lógica do gabinete ativo e dos vizinhos que se deslocam para apoiar.
Carlos Ribeiro, diretor dos STIC da ULS São João, explica que a tecnologia resolve dificuldades de implementação massiva de botões físicos. A ideia é facilitar a presença de ajuda rápida no local.
Desde o início do ano, a ULS São João registou cinco situações reais em que profissionais activaram o StoPanic, sem que nenhuma tenha sido classificada como mais complicada. A presença do botão virtual tem sido associada a maior sensação de segurança.
Dados de violência e metas de expansão
Organismos oficiais indicam que, no SNS, ocorreram 3 429 episódios de violência contra profissionais no ano anterior, com 2 012 dias de ausência. A ULS aponta que já instalou 386 botões digitais e prevê chegar a 1 000 até ao verão.
Miguel Ornelas, médico da USF Arca D’Água, assinala que episódios de violência afetam a saúde mental e elevam o absentismo. A implementação de mecanismos de proteção é vista como positiva pelos profissionais.
A instituição avança ainda que o projeto pode chegar a mais centros de saúde e ao polo hospitalar de Valongo, reforçando a segurança de equipas em várias áreas. A implementação tragedy? Não se aplica; a linguagem permanece neutra e factual.
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