Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Parasita subavaliado aumenta risco de HIV e cancro do colo do útero

Esquistossomose genital feminina aumenta o risco de HIV e cancro do colo do útero; apelo à integração de testes HPV e FGS na saúde sexual e reprodutiva.

Foto: Natacha Cardoso / Arquivo
0:00
Carregando...
0:00
  • A esquistossomose genital feminina aumenta o risco de doença ginecológica crónica, infeção por HIV e cancro do colo do útero, segundo estudo publicado na The Lancet.
  • A doença é causada pelo verme Schistosoma haematobium e transmite-se pela exposição a água doce contaminada.
  • Estima-se que a FGS afete cerca de quarenta milhões de mulheres globalmente, com maior incidência na África Subsaariana, e pode estar subdiagnosticada.
  • Os investigadores defendem integrar a análise da FGS nos serviços de saúde sexual e reprodutiva e sugerem testes conjuntos de HPV e FGS numa mesma amostra genital.
  • As conclusões destacam a necessidade de uma abordagem multidisciplinar do risco, incluindo o conceito de “Uma Só Saúde” que liga saúde humana, animal e ambiental.

A esquistossomose genital feminina, causada pelo verme Schistosoma haematobium, pode aumentar o risco de HIV e de cancro do colo do útero. O estudo, publicado na The Lancet, analisa as implicações de uma doença frequentemente subdiagnosticada em mulheres.

A investigação, conduzida pela Escola de Medicina Tropical de Liverpool, em Londres, e pelo Programa Malawi-Liverpool, alerta para a transmissão através de água doce contaminada. Os investigadores defendem integrar FGS nos serviços de saúde reprodutiva e de prevenção do HIV e HPV.

Estima-se que a FGS afete cerca de 40 milhões de mulheres globalmente, com maior incidência na África Subsaariana. A patologia envolve retenção de ovos nos tecidos reprodutivos, provocando inflamação, lesões e cicatrizes que podem aumentar a vulnerabilidade a VIH e HPV.

Dados e implicações clínicas

As conclusões destacam a necessidade de testes conjuntos de HPV e FGS numa única amostra genital, para melhorar diagnóstico e tratamento. Segundo a autora sénior Amaya Bustinduy, a FGS continua a ser negligenciada em programas de doenças tropicais e na saúde sexual e reprodutiva.

A equipa sublinha que, em regiões endémicas, água partilhada entre mulheres em risco e animais infetados favorece ciclos de transmissão, reforçando a utilidade de estratégias integradas sob o conceito “Uma Só Saúde”. A leitura multidisciplinar das vias de transmissão é recomendada.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais