Um centro de controlo do Ébola, situado em Rwampara, no Leste da República Democrativa do Congo, foi incendiado por familiares de um falecido. O episódio ocorreu após a recusa de entregar o corpo, devido ao risco de contágio.
A família pretendia realizar cerimónias fúnebres, mas o hospital afirmou que o cadáver estava sob protocolo estrito de enterro. O fogo atingiu várias tendas e houve agressões a médicos. Um colaborador de uma organização humanitária ficou ferido.
O corpo acabou por arder numa das tendas. Os pais do jovem afirmaram que ele não tinha Ébola, alegando que a morte foi causada pela febre tifóide. Médicos, no entanto, confirmaram infecção pelo vírus.
Contexto e dados oficiais
A região de Ituri, onde fica Bunia, é a área mais atingida pela epidemia na RD Congo. Autoridades comunicaram 160 mortes suspeitas e 671 casos suspeitos em duas províncias. A ONU reportou também casos no Uganda vizinho.
A Organização Mundial da Saúde declarou uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Analistas destacam que, apesar de o surto se proliferar, não se espera uma pandemia semelhante à da covid-19.
As autoridades reforçam a necessidade de seguir protocolos de isolamento, rastreio de contactos e envio de informações confiáveis à população, para reduzir desinformação e resistências locais.
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