O Governo espanhol antecipou para 1 de junho a campanha oficial de combate a incêndios florestais, com reforço de meios aéreos, drones e vigilância. A base da Unidade Militar de Emergências (UME) em Torrejón de Ardoz recebeu o anúncio do presidente Pedro Sánchez.
O objetivo é criar o maior dispositivo estatal já visto para enfrentar a temporada de fogo, numa altura em que o país atravessa um verão particularmente exigente após um 2025 com fogo intenso durante meses de calor extremo. Em 2025, mais de 350 mil hectares arderam.
O chefe do Executivo destacou o reforço de meios, incluindo aviões anfíbios, helicópteros pesados, drones e sistemas de deteção. A aposta inclui também avanços tecnológicos e a melhoria da coordenação entre as entidades.
O Ministério da Administração Interna detalhou o programa, que prevê ainda o kit de combate a incêndios para aviões A400M e a expansão de vigilância tecnológica para suportar decisões rápidas no terreno. A iniciativa visa reduzir tempos de resposta.
Sánchez realçou a sensibilização pública como peça-chave, anunciando a extensão do Plano de Formação em Emergências nos Estabelecimentos de Ensino para chegar a 25.000 escolas e colégios, preparando as gerações futuras para situações de fogo.
O Presidente sublinhou a importância da unidade entre administrações e a cooperação institucional, defendendo critérios comuns de atuação e um protocolo único para os meios aéreos, bem como uma melhor coordenação de emergências.
O líder socialista apelou a um pacto nacional contra a emergência climática, destacando que o fogo não distingue fronteiras administrativas nem competências, e que a resposta passa pela ciência e pela antecipação.
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