Os trabalhadores da Carris e da Carristur vão aderir à greve geral convocada pela CGTP-IN para 3 de junho. A decisão foi comunicada à Lusa por uma fonte sindical, indicando já ter sido entregue o pré-aviso de greve. O plenário ocorreu na estação de Miraflores, em Oeiras, no distrito de Lisboa.
Segundo o STRUP, a decisão teve a concordância de todas as estruturas sindicais representativas dos trabalhadores das duas empresas. O pré-aviso de adesão à greve já foi formalizado junto das entidades competentes.
Proposta de negociação e salários
No mesmo plenário, foi aprovada uma reformulação da proposta de negociação para o Conselho de Administração. O objetivo é apresentar uma proposta unificada e definitiva sobre atualizações salariais e o subsídio de refeição, que não devem ficar aquém do ano anterior, fixado em 70 euros e 82 cêntimos por dia.
Caso não haja acordo, os sindicatos ficarão mandatados para manter formas de luta. Foi solicitada uma reunião com caráter de urgência ao Conselho de Administração da Carris, bem como com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e com deputados municipais.
Contexto e enquadramento institucional
Os trabalhadores da Carris enfrentam hoje dois padrões salariais distintos entre setores, o que provoca desigualdades entre profissões, conforme explicou o sindicalista Manuel Leal. A Carristur, detida pela Carris, atua em atividades de turismo e formação, além do aluguer de elétricos históricos e de barcos no Tejo.
A CGTP-IN acionou o pré-aviso de greve geral para 3 de junho após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo. O Governo está a preparar uma proposta de revisão da lei laboral, em discussão parlamentar, após a comunicação de encerramento das negociações na Concertação Social.
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