Um coletivo de hackers alega ter acedido a dados de mais de 275 milhões de utilizadores da Canvas, a plataforma educativa utilizada por mais de 9000 escolas e universidades, incluindo em Portugal. O incidente ocorreu a partir de 1 de Maio, mantendo-se de forma intermitente nos últimos dias.
Na ótica das instituições portuguesas, a Universidade Europeia e o IPAM disseram que o ataque não afetou a disponibilidade dos seus sistemas, nem comprometeu senhas ou dados sensíveis. Ainda assim, reforçaram procedimentos de segurança e contactaram a Instructure para avaliar alcance e reforçar protecções.
A universidade privada comunicou à CNPD o sucedido, em conformidade com a lei. O PÚBLICO aguarda esclarecimentos de outras instituições portuguesas que utilizam o Canvas.
Impactos nos Estados Unidos
Nos EUA, a interrupção atingiu professoras e estudantes de várias universidades, entre elas Harvard, Columbia, Princeton, Rutgers, Georgetown, Pensilvânia, Michigan e MIT, entre outras. A indisponibilidade obrigou a adiar exames e prazos de trabalhos.
Notícias indicam que algumas instituições receberam mensagens de resgate do grupo ShinyHunters. A Canvas continua a funcionar parcialmente, com utilizações para aulas, apontamentos e comunicações entre alunos e docentes.
O que alegam os hackers
O grupo ShinyHunters afirma ter acesso a nomes, endereços de email, números de estudante e ao conteúdo das mensagens dentro da plataforma. A Instructure não confirmou publicamente o volume de dados nem o montante do suposto resgate.
A Mandiant, empresa de cibersegurança associada à Google, tem monitorizado a atividade do grupo. A empresa aponta campanhas de phishing dirigidas a funcionários de grandes organizações para obter dados e cobrar resgates.
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