O surto de hantavírus iniciado no navio MV Hondius gerou várias informações falsas. Até sexta-feira, existem cinco casos confirmados por laboratório, com três óbitos. Quatro casos sob investigação permanecem sem confirmação. Passageiros a bordo ainda não apresentaram sintomas.
A OMS indicou que houve três casos suspeitos na quinta-feira e um deles negativo. Espanha, Reino Unido e Singapura investigam casos suspeitos adicionais, com cinco suspeitos no total. A situação é monitorizada pelas autoridades de saúde globais.
Quarenta passageiros deixaram o cruzeiro após a morte do primeiro doente na ilha de Santa Helena. Entre eles estava uma cidadã neerlandesa, mulher do falecido, que também morreu na África do Sul, enquanto outro homem continua a receber tratamento na Suíça. A OMS orienta vigilância e rastreio de contactos.
OMS não confirmou 159 casos de hantavírus
Circulam publicações virais a alegar 159 casos, o que é falso. A OMS afirma que, até ao momento, há cinco casos confirmados e três mortos. Monitorizam-se ainda cinco casos suspeitos, com uma possível extensão dos casos devido ao período de incubação da estirpe Andes.
A directora-geral adjunta da OMS, Maria Van Kerkhove, enfatizou que o risco para a saúde pública é baixo. A organização reafirmou que não há associação com a COVID-19 nem com a gripe.
Pacientes próximos e familiares de casos estão a ser seguidos pelas autoridades de saúde dos 12 países de origem dos passageiros. A OMS mantém conferências para esclarecer dúvidas públicas sobre o assunto.
França não fechou escolas devido a surto de hantavírus
Circulou um vídeo afirmando que França encerra creches e escolas por causa do hantavírus. O vídeo é de 12 de março de 2020, ligado à pandemia de COVID-19, e não envolve o surto atual.
A OMS realizou uma conferência de imprensa para afastar comparações com a COVID-19. Enfatizaram que o hantavírus se transmite de forma diferente, principalmente por contacto próximo e prolongado, especialmente entre familiares. O risco permanece baixo.
No contexto, não houve encerramento de escolas na França devido a este surto. As autoridades reforçam a necessidade de evitar comparações inadequadas entre doenças com modos de transmissão distintos.
Vacina da covid-19 não provoca hantavírus
Publicações afirmam que a vacinação contra a COVID-19 causa hantavírus ou que o vírus aparece na bula. A OMS e a bula da Pfizer não indicam hantavírus como efeito secundário.
A transmissão do hantavírus dá-se sobretudo por contacto com urina ou fezes de roedores; a transmissão entre humanos é associada apenas à estirpe Andes, em situações de contato próximo. Documentos de vigilância citam apenas acontecimentos adversos de interesse, não efeitos da vacina.
Reguladores, incluindo a FDA, explicam que estas listas servem para monitorar sinais de segurança, não para atribuir causação. A ligação entre a vacina e o hantavírus não é suportada por evidência confiável.
Não há um surto de hantavírus na Argentina
Publicações afirmam que há um surto na Argentina, com 32 casos, acompanhadas por imagens do presidente e de erupções na pele. Não há registo de surto nacional; os sintomas descritos pela OMS incluem febre, dores e náuseas, entre outros.
O cruzeiro partiu de Ushuaia, Argentina, mas os dados disponíveis não indicam surto no país. Ao longo de 2026 foram registados 42 casos na Argentina, um aumento que não configura, por si, surto conforme avaliação de especialistas. Em 2018 já houve um surto com 34 infecções e 11 mortes.
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