O governo espanhol autorizou o transporte urgente para as Canárias do médico do MV Hondius, embarcação em águas de Cabo Verde. O navio opera numa operação humanitária coordenada com a OMS e a UE devido ao hantavírus a bordo.
O médico será transferido para as Canárias num avião equipado para assistência médica, ainda hoje, após pedido formal do Governo dos Países Baixos. A transferência integra a resposta internacional ao incidente.
O Hondius partiu da Argentina e encontrou-se com casos de hantavírus durante a travessia do Atlântico. Cabo Verde não possui capacidade para gerir uma operação deste porte, pelo que as Canárias são o ponto de apoio mais próximo.
Ações de resposta e logística
O Ministério da Saúde confirmou a aceitação do acolhimento do médico e a remessa do profissional para as Canárias. Paralelamente, o ECDC está a avaliar quais passageiros devem ser retirados em Cabo Verde ou seguir para as Canárias.
Segundo a OMS, o navio tem 147 passageiros e tripulantes a bordo. Identificaram-se sete casos: dois confirmados, cinco suspeitos; três mortes, um estado crítico e três com sintomas leves. Os primeiros sinais surgiram entre 6 e 28 de abril.
O plano é examinar os restantes passageiros e tripulantes a bordo após a chegada às Canárias, com um protocolo conjunto OMS-ECDC para evitar contacto com a população local. O país promete manter o público informado sobre o protocolo.
Situação epidemiológica e próximos passos
A OMS está a rastrear mais de 80 passageiros de um voo com destino a Joanesburgo, onde uma mulher de 69 anos morreu por hantavírus. A vítima foi retirada da ilha de Santa Elena após apresentar sintomas, confirmou a organização.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores e pela inalação de partículas de excrementos, urina ou saliva secas. A transmissão entre pessoas é rara e geralmente ocorre em contacto próximo e prolongado.
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