A reforma orgânica do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), liderada pelo ministro Fernando Alexandre, provocou transferências inéditas de profissionais. Com a dissolução da DGEstE e das DSR, foram realocados 325 técnicos. Destas mudanças, 147 foram para as CCDR, 50 para a AGSE e 128 para escolas.
Os 128 trabalhadores que seguiram para as escolas são na maioria oriundos da DSR do Norte. Entre eles contam-se dois motoristas e dois juristas, deslocados para uma escola em Águeda e outra no Porto. Muitos nunca tinham atuado em contexto escolar.
Diretores de agrupamentos ficaram surpresos com as colocações. A gestão escolar questiona como os motoristas poderão cumprir funções nas escolas. No caso dos juristas, há quem reconheça utilidade, mas defende apoio a vários agrupamentos em vez de um único estabelecimento. A autonomia escolar também é citada como tema de debate.
Repercussões e próximos passos
A escolha de destinos para os 128 trabalhadores ainda carece de canais de informação formais entre direções e MECI. Técnicos e direções aguardam orientações sobre funções, horários e supervisão dos serviços. A administração afirma que a medida visa otimizar o sistema educativo.
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